Commerce
25 de maio de 2026 Tempo de leitura: 6 min.

OMS: como a heurística melhora a gestão de pedidos no varejo

No e-commerce, eficiência logística não é mais um diferencial – é uma questão de sobrevivência. Uma empresa que não consiga entregar no prazo desejado pelo cliente (um prazo hoje normalmente definido em poucos dias) simplesmente está fora do mercado.

Além disso, é preciso garantir que a logística seja rentável. O grande desafio das marcas não é apenas entregar o produto, mas fazê-lo da forma mais rápida, barata e inteligente possível.

No coração dessa inteligência está o Order Management System (OMS). Na prática, porém, a eficiência do sistema depende dos critérios que ele utiliza para tomar decisões em milissegundos. É exatamente aqui que entra o conceito de heurística: o verdadeiro cérebro por trás da lucratividade logística e da satisfação do cliente.

O uso de uma heurística eficiente revoluciona a gestão de pedidos e tem levado a uma mudança importante no uso da tecnologia: o abandono de regras rígidas em prol de decisões dinâmicas.

Heurística na gestão de pedidos

No contexto da logística e do OMS, a heurística é o conjunto de regras lógicas e automáticas que o sistema utiliza para decidir, quase instantaneamente, que unidade de estoque (seja um centro de distribuição ou uma loja física) deve atender cada pedido feito pelos clientes.

Exemplo: um cliente em São Paulo compra um item que está disponível tanto no centro de distribuição principal da empresa quanto em três lojas físicas. Quem deve separar e enviar esse produto? A resposta pode parecer simples, mas envolve variáveis que impactam diretamente a margem de lucro do negócio.

A heurística é a técnica que avalia esses cenários em tempo real, calculando a melhor origem e a melhor rota para que a operação seja eficiente tanto para a rentabilidade do varejista quanto para a expectativa do consumidor.

Heurística rígida X flexível: onde a diferença acontece

Muitos sistemas de mercado ainda operam sob o modelo de heurística rígida. Essas ferramentas olham para o cenário logístico a partir de uma única lente: a distância geográfica. Nesse modelo, o sistema identifica o ponto de estoque mais próximo do CEP de entrega e direciona o pedido para lá.

Parece lógico, não? O problema é que esse modelo linear ignora a complexidade do varejo omnichannel e esconde armadilhas financeiras graves, como:

  • Enviar um produto de uma loja que está com o estoque crítico daquele item;
  • Direcionar o pedido para uma unidade com alta taxa de atraso no picking;
  • Ignorar custos de frete diferenciados entre transportadoras parceiras de cada região.

O modelo adotado pela Wake propõe um novo olhar: a visão da heurística flexível e dinâmica. O Wake OMS não se limita a um único critério de decisão – em vez disso, ele avalia vários fatores simultaneamente para tomar a decisão ideal:

  • Custo de frete: qual ponto de origem oferece a tabela mais vantajosa para aquele destino?
  • Saúde do estoque: vale a pena desovar o produto de uma loja onde ele está encalhado ou liberá-lo de uma unidade que mais vende o item?
  • Performance operacional: aquela unidade específica está sobrecarregada ou é eficiência na separação dos produtos?

Ao levar em conta diversas variáveis, o sistema transforma a tomada de decisão em um motor de rentabilidade.

OMS para otimizar margens

O last mile (a última etapa da entrega) é a fase mais cara e complexa da cadeia logística. A escolha inteligente da origem do produto pode reduzir significativamente a distância percorrida pelo produto, o que impacta o tempo de entrega, o custo e a margem líquida da operação do varejo.

Quando a heurística do OMS prioriza o despacho a partir de uma loja física próxima ao cliente, o varejista ganha de duas formas. Em primeiro lugar, o custo do frete tem uma forte redução. Além disso, o tempo de entrega diminui de dias para horas. O resultado é um cliente muito mais satisfeito e um custo operacional reduzido, protegendo a saúde financeira do negócio.

Um bom exemplo de como uma heurística flexível entrega resultados no cotidiano do varejo é a rede de perfumaria Soneda. Ao integrar as soluções da Wake e aplicar inteligência na gestão e roteirização do seu fulfillment, a Soneda aplicou regras automatizadas e inteligentes para reduzir em 50% o tempo de separação de produtos.

Essa otimização garantiu uma expedição muito mais ágil. Com isso, a rede absorveu um volume muito maior de pedidos por dia, sem a necessidade de aumentar seus custos operacionais.

Wake OMS: a escolha das grandes marcas

O Wake OMS foi desenvolvido para atender operações complexas que exigem flexibilidade, robustez e alta performance. O sistema centraliza canais de venda e estoques em uma visão única, permitindo que as regras de heurística trabalhem sempre a favor do negócio.

É por essa capacidade de entregar eficiência e escalar operações que a Wake se consolidou como a parceira tecnológica de grandes marcas do mercado nacional e internacional. Empresas de diferentes segmentos confiam no ecossistema da Wake para impulsionar seus resultados:

  • Moda e estilo de vida: FARM Rio, Shoulder, Ellus, Richards, Shop2gether, UGG.
  • Beleza e bem-estar: Soneda, Puravida
  • Casa, construção e decoração: Telhanorte, Buddemeyer;
  • Grande varejo: Magalu.

Independentemente do nicho, essas marcas entendem que tecnologia de ponta é o caminho para sustentar o crescimento no varejo moderno.

Leve a inteligência logística para a sua operação

Se o seu ecossistema de vendas ainda sofre com rupturas de estoque, fretes caros ou atrasos na separação, é hora de mudar o cérebro da sua operação logística. Fale agora mesmo com um especialista da Wake e descubra como o Wake OMS e suas regras de heurística flexível podem transformar a rentabilidade do seu negócio.

Juliana Rocha
Escrito por Juliana Rocha

Redator de conteúdo na Wake.