Segundo dia de SXSW 2024: estratégias para o bem-estar no trabalho e futuro das indústrias
Confira os principais destaques do segundo dia do evento global
Continue lendoA palestra de Daniela Klaiman no Wake Summit 2024 traz as mudanças de mindset necessárias para se preparar para o futuro, enquanto explora mudanças de comportamento e novas tecnologias que devem transformar o varejo e a indústria nos próximos anos.
Ela começa explicando sobre dois tipos de futuros a serem olhados: a curto prazo – de 0 a 5 anos e que é baseado no comportamento das pessoas, ou seja, como estão vivendo, consumindo, o sentimento que estão tendo e com objetivo de criar planejamento, branding e etc. Já o futuro a longo prazo, de 5 a 50 anos, é baseado nas tecnologias que existem hoje e como vão evoluir, inclusive como irão influenciar no comportamento das pessoas e no mercado.
A ideia desse conteúdo é mostrar os cenários daqui pra frente e ajudar as empresas a ter diversos planos de atuação e se prepararem para tudo, mesmo com grandes mudanças que possam acontecer pelo caminho.
A palestra se inicia sobre o cenário que os consumidores estarão imersos nos próximos 5 anos. Como primeiro tópico, temos a inflação e instabilidade financeira, o que limita as pessoas a gastarem um pouco melhor e com mais consciência. Conheça outros fatores que irão atingir os consumidores no futuro próximo:
Ao pensarmos como marcas e indústria, precisamos de uma estratégia anti-fragilidade sólida e ao mesmo tempo elástica, pois teremos muitas mudanças pelo caminho e necessitamos de uma mente aberta para aprender e se fortificar com os erros e acertos.
Por isso, Daniela Klaiman citou 8 “macro trends”:
Há outros pontos mais importantes que o ponto de venda. Teremos uma reinvenção e novos papéis que os pontos de venda física precisam ganhar, como o Social retail, o varejo social, usando o espaço físico para criar comunidade, ponto de encontro de pessoas que gostam da marca e possam estar ali se conectando ao bem-estar. Um exemplo é um banco que usa o espaço de agências para ser um café, deixando que os clientes conversem e consumam itens do café, recebendo até prêmio sobre o croissant, o que rentabiliza ao banco.
Ponto de educação sobre os serviços e lifestyle da marca: um exemplo é a Nike, com uma loja na quinta avenida em Nova York, que tem quadras para dar aulas com um astro do basquete. Nesse caso, a pessoa experimenta a roupa e ainda entrega desempenho com ela durante a aula. Esse consumidor irá postar, amar a marca, querer essa experiência mais vezes e mostrar para o mundo o que gostou.
Experiência no varejo: outro exemplo é a Samsung, que possui uma loja’, onde não se vende produtos, mas permite experimentar seu catálogo e conecta o cliente a tudo, sendo 100% de experiência. Assim, você prova o produto e vai buscá-lo em outras lojas.
Essa é a super conectividade. Experiências como a geladeira inteligente, que sabe quando está faltando produtos e faz o pedido por você, é o futuro do varejo. Será que temos que olhar apenas para as pessoas, quando os objetos com IA já fazem o serviço?
Combinação de coisas que ajudam a medir emoções, entender o que os consumidores estão sentindo, entregando um conteúdo totalmente personalizado de acordo com seus sentimentos. Por exemplo, análise facial, onda cerebral, tom da voz e fala para entender se a pessoa está chateada e se é um bom ou mal momento de oferecer algum produto.
As pessoas já têm vivido múltiplas identidades de acordo com as plataformas que utilizam e consomem algo diferente em cada uma, por exemplo a postura adotada no Linkedin e no Instagram. Como validar essas identidades? Precisaremos entender que as pessoas são múltiplas e precisaremos ‘quebrá-las’ para entender os targets.
Pode ser um avatar como a Lu da magalu, por exemplo, que traz rentabilidade para a empresa ou um avatar vendedor, onde você passa o speech, ele treina e passa esse discurso de venda para consumidores, por exemplo, atuando por você em diversos lugares ao mesmo tempo, coisas que um humano não consegue fazer.
Haverá golpes e fraudes através de IA que precisaremos tomar cuidado como marca e como consumidor. Por exemplo, uma mensagem de áudio que tem a mesma voz do seu gerente de banco e na verdade é IA. Hoje vemos que as redes sociais estão avisando que as imagens estão sendo alteradas por IA e precisaremos pensar em como proteger consumidores e clientes, certificando que somos nós que estamos falando com eles.
Essa mudança irá transformar fábricas em inteligentes, comandadas e geridas por IA, medindo processos e fazendo testes. Máquinas inteligentes e conectadas a dados externos, como dados de venda do site e lojas, podendo automaticamente dizer ‘produza mais desse produto porque é o que mais vende”. É uma questão de produtividade, previsibilidade, manutenções preditivas e gestões que diminuem custos.
Não é sobre obter dados, nem a quantidade deles, mas sobre o que fazemos com eles. Ao implementarmos essa tecnologia, ela recomenda o que fazer para melhorar, além de só transmitir os dados.