As novas regras do varejo segundo a NRF 2026
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Continue lendoA discussão sobre omnicanalidade no varejo mudou de patamar. O foco já esteve na expansão dos pontos de contato e na oferta de mais conveniência ao consumidor, mas hoje o debate é mais pragmático: é preciso gerar resultado para o negócio. Omnichannel não serve apenas para fazer a marca vender em todo lugar: ele serve para vender com a maior margem de lucro possível.
Com a evolução para o Unified Commerce, as lojas físicas deixam de ser pontos de venda isolados e passaram a atuar como hubs logísticos e financeiros. O desafio dos gestores é coordenar esse ecossistema de pontos de contato com o consumidor e não perder rentabilidade com fretes, conflitos de canais, impostos ineficientes ou estoques parados.
Se sua operação sofre para equilibrar a conta entre o digital e o físico, o segredo está na inteligência de orquestração de pedidos. A seguir, apresentamos três estratégias práticas de omnicanalidade, com foco em eficiência financeira no varejo, que vão transformar sua gestão operacional.
Muitos varejistas enxergam as possibilidades de entrega omnichannel apenas sob a ótica do menor tempo de frete. Um sistema de gerenciamento de pedidos (Order Management System – OMS) robusto pode ser utilizado como uma ferramenta de planejamento tributário, gerando vantagens significativas para os negócios.
O Brasil possui uma das estruturas fiscais mais complexas do mundo, e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) representa uma fatia considerável dos custos operacionais. É muito comum que grandes redes acumulem créditos tributários em alguns estados devido a dinâmicas de importação, incentivos fiscais locais ou substituição tributária, enquanto em outras regiões sofrem com o desembolso constante de caixa para quitar impostos.
Espera-se que a Reforma Tributária, quando totalmente implementada, resolva essa questão – o que ainda deverá demorar vários anos para acontecer. A inteligência fiscal na omnicanalidade resolve esse problema na raiz. Ao configurar as regras de negócio do seu OMS, você pode direcionar o faturamento de pedidos realizados no e-commerce para estoques localizados em estados específicos para consumir créditos acumulados de ICMS.
Essa estratégia gera um impacto financeiro imediato:
A expansão do varejo por meio de franquias é uma excelente alavanca de crescimento, mas a digitalização costuma trazer o fantasma do conflito de canais. Muitas vezes, os franqueados enxergam o e-commerce próprio da marca como um concorrente que rouba as vendas em sua região.
Para aumentar a eficiência financeira, a rede precisa operar em sinergia com seus franqueados. Acabar com conflitos e fortalecer a saúde financeira de toda a cadeia passa pela garantia de compromissos de alocação mínima de produtos.
O sistema de Unified Commerce deve ser configurado para priorizar o parceiro local. Quando um cliente faz uma compra online, a inteligência do sistema identifica o CEP e, antes de acionar qualquer centro de distribuição ou loja própria da marca, direciona o pedido para o franqueado daquela região. As lojas próprias passam a atuar apenas como um backup operacional, caso a operação franqueada não tenha o item em estoque.
Essa abordagem traz vantagens financeiras importantes para o ecossistema:
O estoque parado é um dos maiores ralos de dinheiro no varejo. Produto que não vende significa capital de giro congelado e depreciação de valor. Por outro lado, enviar pedidos online para qualquer loja física sem critérios claros pode criar problemas operacionais.
Para aumentar a eficiência financeira no varejo, a orquestração do omnichannel precisa adotar três regras de distribuição:
Lojas físicas localizadas em pontos de alto movimento presencial (como grandes shopping centers) não podem ficar sobrecarregadas com a separação e embalagem de pedidos do e-commerce. Se a equipe de loja estiver focada em embalar caixas, ela deixará de atender o cliente que está fisicamente no balcão.
O sistema deve ser capaz monitorar o volume de estoque e despriorizar temporariamente essas lojas quando atingirem um limite crítico, direcionando o fluxo digital para unidades com giro menor – o que aumenta as vendas desses pontos de venda.
O custo de ocupação e as comissões variáveis mudam drasticamente dependendo da localização da loja. Em muitos contratos de shoppings, a marca paga uma porcentagem sobre o faturamento total do ponto.
Sabendo disso, o OMS pode ser configurado para priorizar a saída de produtos de lojas de rua em vez de lojas de shopping. Dessa forma, a marca economiza no pagamento de taxas contratuais e comissões variáveis, aumentando seu resultado financeiro.
Imagine uma peça de roupa que está encalhada há meses em uma loja específica do Sul do país, com risco iminente de liquidação (onde a margem será destruída). Ao mesmo tempo, um cliente do Sudeste compra essa mesma peça no site. A regra logística tradicional escolheria o CD do Sudeste, pelo frete mais barato.
A inteligência de tolerância de custo muda essa lógica: o sistema aceita pagar um frete levemente mais caro para despachar o produto que está parado na loja do Sul.
Ao absorver a diferença no valor do frete, o varejista limpa o estoque crítico, evita remarcações agressivas de preço (markdown) e preserva a saúde financeira do estoque global da rede. O custo da diferença do frete mais que compensa a perda posterior com descontos.
A aplicação dessas regras de negócio complexas exige uma tecnologia avançada, flexível e robusta. É exatamente aqui que a Wake se destaca como a parceira ideal para impulsionar a eficiência financeira no seu varejo:
A omnicanalidade não deve ser uma fonte de despesas complexas, mas o maior motor de otimização de margem do seu negócio. Com as regras certas de orquestração, o seu estoque trabalha de forma inteligente, seus impostos são compensados e sua rede de parceiros cresce unida.
Teoria sem prática não gera resultados. A Shoulder, uma das marcas de moda feminina mais renomadas do país, enfrentava o desafio de integrar suas lojas físicas e online sem gerar atritos entre os canais, ao mesmo tempo mantendo a eficiência operacional sob controle.
Utilizando regras avançadas de orquestração de pedidos, a Shoulder implementou os conceitos de priorização de estoque e blindagem de franquias. A tecnologia fez com que a marca equilibrasse a saúde financeira de suas unidades e garantisse que o e-commerce funcionasse como um motor de vendas para as lojas físicas, e não como um rival.
As regras de negócio garantiram que as lojas de menor giro ganhassem tração com o público digital. Ao mesmo tempo, os pontos de venda com melhor performance mantiveram seu foco no atendimento de excelência, eliminando rupturas e protegendo as margens de lucro.
Assista ao videocase completo da Shoulder e descubra em detalhes como a marca transformou sua operação de Unified Commerce com a Wake, alcançando novos patamares de rentabilidade e eficiência.