Como o Agentic Commerce vai mudar sua estratégia de vendas
Se você passou 2024 e 2025 focado em implementar chatbots que respondiam dúvidas de clientes, o ano de 2026 trouxe uma nova realidade: a era dos Agentes Autônomos chegou. Mas, afinal, o que isso significa na prática e por que o Agentic Commerce muda tudo no varejo?
O que é Agentic Commerce?
Para entender o Agentic Commerce, precisamos primeiro diferenciar “falar” de “fazer”. Enquanto os chatbots e IAs Generativas focavam em conversar ou sugerir, os Agentes Autônomos focam em executar.
Imagine a seguinte cena: no modelo tradicional, o consumidor entra em um site, digita o que quer, aplica filtros de cor e tamanho, lê avaliações de outros compradores e compara preços. No Agentic Commerce, o usuário vira um “diretor” e a IA vira seu “assistente de compras”.
O usuário apenas diz ao seu assistente (Google Gemini, ChatGPT ou Apple Intelligence): “Compre um tênis de corrida preto, confortável, abaixo de R$ 500, com entrega para amanhã”. A partir desse comando, a IA assume o controle e realiza a transação sozinha, sem que o consumidor precise navegar por páginas de produtos ou comparar diferentes opções. Ele pede e recebe o produto em casa, simples assim.
A solução na jornada: onde a IA elimina o atrito?
O Agentic Commerce não é apenas uma nova tecnologia: ele resolve dores específicas de tempo e esforço na jornada de compra. Os agentes de IA atuam substituindo o esforço cognitivo humano por processamento de dados em três fases críticas da jornada:
- Curadoria e Filtro (fim da navegação): em vez do cliente perder tempo filtrando “tênis preto” em cinco sites diferentes, a ferramenta de Agentic Commerce faz essa varredura em todo o inventário disponível na web, instantaneamente.
- Análise racional (fim da comparação manual): o comprador deixa de ser uma pessoa e se torna um algoritmo frio e calculista, que não cai em gatilhos visuais simples. O agente resolve a complexidade da decisão analisando, em milissegundos, dados técnicos, preço total com frete e a reputação da loja.
- Execução (zero-click commerce): talvez a mudança mais radical seja o conceito de “zero-click”. O agente de IA tem a capacidade de finalizar a compra, transformando a vitrine tradicional em uma interface invisível gerida pela Inteligência Artificial.
Com o avanço do Agentic Commerce, não basta o e-commerce saber vender muito bem para seres humanos. A partir de agora, ele precisa ser atraente também para algoritmos que realizam tarefas em nome dos clientes.
E agora? Como vender para agentes de IA?
Se o seu cliente agora é um algoritmo, sua loja precisa falar a língua dele. A otimização muda do tradicional SEO para AEO (Answer Engine Optimization) e Otimização para IA.
1. A estrutura de dados é rei
A partir de agora, não basta ter um site bonito para humanos: ele também precisa ser compreendido por máquinas. Se o seu e-commerce não tiver um Schema Markup (dados estruturados) impecável, o agente de IA não consegue identificar os atributos essenciais do seu produto, como cor, tamanho, material ou disponibilidade.
Por isso, o catálogo precisa ser legível pelos agentes de IA. Sem isso, para o “olho” do robô, seu produto é apenas um conjunto desorganizado de texto e imagem – e se torna invisível no momento da decisão de compra.
2. AEO (Answer Engine Optimization)
O jogo mudou do SEO (otimização para motores de busca) para AEO (otimização para motores de resposta). O agente de IA não quer oferecer uma lista de links – ele quer entregar a resposta exata para o comando do usuário.
Para ser essa “resposta de confiança”, sua loja precisa fornecer dados essenciais, como valor do frete, confirmação de estoque em tempo real e políticas de devolução, de forma transparente e acessível via metadados ou API. Se a IA tiver dúvida sobre o prazo de entrega, ela descartará sua loja em favor de uma que ofereça certeza.
3. Reputação como filtro técnico
Este é um ponto essencial: a reputação da marca deixa de ser apenas um fator de marketing e passa a ser infraestrutura de venda. Os agentes de IA são programados com protocolos rígidos de prevenção de risco que verificam bases de dados como Reclame Aqui e avaliações no Google em milissegundos.
Se a sua loja tiver nota baixa ou índices ruins de resolução, o agente sequer apresentará sua oferta ao usuário, bloqueando a venda na origem para proteger o “dono” do robô. Por isso, a reputação passa a ser ainda mais importante.
4. APIs abertas e conectividade
Para varejistas que buscam liderar a transformação para o Agentic Commerce, o futuro passa por apresentar seus catálogos via API. Em vez de esperar que o agente “leia” seu site (o que é mais lento e sujeito a erros), fornecer uma conexão direta via API permite que assistentes de compra acessem seu inventário, preços e condições comerciais de forma nativa e instantânea. Isso garante que a informação que o robô consome é sempre a mais atualizada, aumentando as chances de conversão.
Como fica o ser humano?
Com robôs comprando e robôs vendendo, o papel humano não perde relevância. Muito pelo contrário, ele se torna o diferencial de luxo. A automação resolve a transação, mas a conexão emocional fica por conta do pós-venda e da curadoria.
Se a aquisição for feita por algoritmos (que cobrarão caro pelo acesso), a retenção por meio do relacionamento humano e de um CRM inteligente será o grande diferencial que a IA não conseguirá copiar.
Prepare-se para o Agentic Commerce com a Wake
A preparação para esse futuro começa com a infraestrutura que você tem hoje. A Wake Commerce oferece a flexibilidade e velocidade necessárias para fazer essa transformação acontecer. Por isso, ela é a escolha de grandes grupos como a InBrands (Ellus, Richards, Salinas).
Simultaneamente, o uso do CRM da Wake permite que você trabalhe a inteligência de dados para antecipar desejos e personalizar ofertas antes mesmo que a IA do cliente precise agir.
Entretanto, não basta saber o que mudar. É preciso ter a tecnologia para executar. Veja como o ecossistema da Wake endereça tecnicamente os quatro pilares do Agentic Commerce:
1. Estrutura de sados e SEO técnico
Para que o seu catálogo seja legível pelos agentes de IA, a plataforma precisa permitir intervenções profundas no código. A Wake Commerce oferece funcionalidades nativas de SEO avançado e autonomia no front-end, especialmente via CMS ou Storefront).
Isso permite que a sua equipe técnica implemente e valide as informações de produtos, ofertas e avaliações, garantindo que os agentes de IA encontrem e compreendam os seus SKUs sem barreiras.
2. Performance para AEO (Answer Engine Optimization)
Agentes de IA priorizam velocidade e estabilidade. Se o site demora a responder, o robô descarta a opção para evitar erro na transação. A Wake resolve esse problema a partir da arquitetura de Headless Commerce, que separa o front-end do back-end e dá muito mais flexibilidade à gestão do e-commerce.
Somado ao uso de CDNs robustas, a Wake entrega o tempo de carregamento instantâneo que os algoritmos exigem para considerar a sua loja uma fonte confiável de resposta.
3. Reputação blindada com dados
Como vimos, uma má reputação bloqueia a venda antes mesmo que ela aconteça. A Wake Experience é uma solução da Wake que não se limita a disparar e-mail marketing: ela automatiza a régua de relacionamento pós-venda.
Assim, ao solicitar ativamente avaliações (reviews) de clientes satisfeitos e identificar detratores antes que eles se encaminhem para o Reclame Aqui, o CRM ajuda a construir a confiança que servirá de infraestrutura para a aprovação pelos agentes de compra.
4. Conectividade via APIs abertas
O futuro é a conexão direta entre o assistente do cliente e o seu estoque, sem passar pela tela do site. Para que isso aconteça, é preciso operar no conceito de API-first. A Wake conta com uma documentação robusta de APIs (incluindo GraphQL no Storefront API).
Dessa forma, sua loja já está tecnicamente pronta para se integrar não apenas com marketplaces tradicionais, mas com as novas interfaces de compra conversacional e agentes autônomos, permitindo consultas de estoques e preço em tempo real por sistemas externos.
Adaptar-se ao Agentic Commerce não exige trocar de plataforma amanhã, mas sim estar numa plataforma que já fale, hoje, a língua do futuro do varejo. A flexibilidade da Wake Commerce, somada à inteligência da Wake Experience, cria a infraestrutura híbrida necessária para entregar performance para os robôs e experiência para os humanos.