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Picking e Packing agilizado: como acelerar a operação e as entregas para o cliente

Picking e Packing
Juliana Rocha
Hora Post 5 min de Leitura
Data Post 25 de fevereiro de 2026

A logística é uma atividade essencial para o e-commerce, a ponto de funcionar como uma ferramenta eficiente de marketing. Não é à toa que a entrega no mesmo dia ou no dia seguinte vem se tornando um diferencial estratégico, especialmente em períodos promocionais “com data marcada”, como Black Friday e Natal.

Se a logística é o novo marketing, o picking (a separação dos produtos) e o packing (a embalagem) são o “atendimento ao cliente” que acontece nos bastidores. Para muitos, essas etapas são apenas operacionais, mas, na prática, elas são o coração financeiro da operação logística.

Dentro do Centro de Distribuição (CD) ou da loja física, custos podem ser transformados em eficiência e resultados. A ineficiência mora nos detalhes do picking e do packing:

  • Picking vai muito além de “pegar o produto”. É o processo de localizar, coletar e transportar o item correto para a área de expedição. Existem diversas metodologias, como o Discrete Picking (um pedido por vez), Zone Picking (separação por zonas) ou Batch Picking (vários pedidos ao mesmo tempo).
  • Packing é muito mais que colocar os produtos na caixa. Essa atividade envolve a conferência final (check-out), a escolha da embalagem adequada (para evitar cubagem excessiva e otimizar o espaço nos caminhões, a proteção do item e a etiquetagem correta para a transportadora.

Hora de eliminar o tempo morto

Estudos de engenharia logística apontam que o tempo de um operador no picking é distribuído, em média, da seguinte forma:

  • 57%: caminhada entre as posições de estoque;
  • 15%: localização e identificação do produto;
  • 10%: coleta real do item.
  • 18%: outras atividades (recebimento de instruções, espera, burocracia).

Se mais da metade do tempo do operador é gasto caminhando, não produzindo, reduzir essa fase com o uso de rotas inteligentes (roteirização dentro do armazém) aumenta muito a produtividade. Outra forma, mais cara, usada em CDs automatizados: os pallets de produtos são levados por robôs até os colaboradores, com um grande impacto na eficiência operacional.

O impacto financeiro do picking

Aqui é onde a operação encontra o financeiro. Segundo dados de um estudo da Universidade Georgia Tech, nos EUA o processo de picking pode representar até 55% do custo total de mão de obra dentro de um armazém.

Com isso, o custo do erro pode ser devastador. Um erro de picking (enviar o produto errado) não custa apenas o frete de ida e volta (logística reversa): um erro de separação pode reduzir a lucratividade do pedido em 13%, sem contar o custo intangível da insatisfação do cliente, que pode levar o churn.

No e-commerce, onde as margens são apertadas, uma operação de picking e packing ineficiente drena o lucro líquido – um pedido por vez.

Os benefícios do picking omnichannel

Quando essa realidade é levada para o varejo omnichannel, a loja física se transforma em um hub de distribuição (ship from store) e o cenário muda drasticamente. O envio de pedidos online a partir das lojas físicas, usando o estoque disponível nos pontos de venda, aumenta a velocidade de entrega e a satisfação dos clientes, ao mesmo tempo em que reduz os custos.

Entretanto, diferente de um CD, a loja não foi desenhada para as atividades de picking e packing. E isso traz algumas questões importantes:

  • Conflito de atenção: o vendedor precisa atender o cliente presencial e, ao mesmo tempo, separar o pedido do site. Sem um sistema que organize isso, a experiência de ambos os clientes (físico e digital) fica abaixo do desejado.
  • Risco de ruptura virtual: se a posição do estoque não for atualizada no e-commerce em tempo real, o produto pode ser vendido no caixa físico enquanto ainda consta como disponível no site. Resultado: cancelamento de pedido online e frustração.

Para mitigar esses custos e riscos, a tecnologia de OMS (Order Management System) atua em duas frentes:

  • Orquestração inteligente: o sistema não envia o pedido apenas para a loja mais próxima, mas para a loja com maior capacidade operacional no momento. Se a Loja A está sobrecarregada, com uma fila de picking alta, o OMS desvia automaticamente para a Loja B, protegendo a operação e a equipe.
  • Roteirização: o uso de coletores de dados ou apps no smartphone que desenham a rota de coleta dentro da loja reduz o “tempo morto” de caminhada e exige a conferência via código de barras, o que elimina erros de envio e aumenta a eficiência da operação.

Picking e packing não são tarefas braçais: são estratégias financeiras. Reduzir o tempo de caminhada dos operadores e eliminar erros de separação é a maneira mais rápida de aumentar a margem do seu e-commerce sem precisar vender mais.

A verdadeira agilidade logística é uma combinação da ferramenta certa (OMS) com um processo interno organizado. O Wake OMS utiliza heurística flexível para direcionar os pedidos para as equipes mais ágeis. Isso reduz drasticamente seu tempo de entrega, aumenta a satisfação do cliente e garante que sua promessa de prazo seja cumprida.

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