Social Commerce e Unified Commerce: o desafio de vender onde o cliente está
O varejo digital vive uma transformação profunda. Se antes o e-commerce era um destino — um site que o cliente visitava intencionalmente —, hoje ele é um comportamento. O ato de compra agora acontece de forma fluida e instantânea nos espaços onde o consumidor passa a maior parte do seu tempo: as redes sociais.
No Brasil, esse fenômeno é especialmente potente. Com mais de 144 milhões de usuários ativos em redes sociais (cerca de 66% da população), o país é o líder da América Latina em social commerce. Estimativas apontam que o mercado brasileiro de vendas sociais deve saltar de US$ 3,58 bilhões em 2024 para US$ 6,92 bilhões até 2030.
No entanto, por trás do brilho das lives e das vitrines no Instagram e no TikTok, existe um “ponto cego” que muitas marcas ignoram: a integração operacional. Sem uma base unificada, o sucesso no social commerce pode rapidamente se transformar em caos operacional.
A oportunidade: atenção encontra conversão
O social commerce não é apenas postar um link nos Stories: ele precisa unir entretenimento, engajamento e conveniência em um único ponto de contato. O potencial é enorme: ele aumenta a venda por impulso e transforma interações nas redes sociais em conversões reais.
Para as gerações mais novas (Gen Z e Alpha), as redes sociais são os novos shopping centers. Pesquisas indicam que as vendas por meio de plataformas sociais representarão mais de 17% do total do e-commerce em 2025. A confiança mudou de eixo: 92% dos consumidores confiam mais em recomendações de pessoas que seguem do que em anúncios tradicionais.
Mas aqui reside o desafio: essa nova jornada exige uma velocidade e consistência de dados que o varejo tradicional, operando em silos, não consegue entregar.
Ponto de ruptura: por que o social commerce “quebra”?
Muitas marcas tratam o social commerce como um canal paralelo, desconectado do ecossistema principal. O resultado é uma experiência fragmentada, na qual os produtos vendidos no TikTok ou no Instagram não “conversam” com o estoque físico ou o e-commerce.
Os principais problemas que surgem desse isolamento são:
- Caos no estoque: anúncios de produtos que já esgotaram, gerando vendas duplicadas ou cancelamentos frustrantes.
- Retrabalho operacional: integrações feitas via planilhas ou APIs limitadas, que não suportam o volume e a agilidade das redes sociais.
- Perda de histórico: um cliente fiel gasta milhares de reais no site, mas, ao interagir por DM, é tratado como um completo desconhecido porque os dados estão dispersos.
Sem uma infraestrutura sólida, o social commerce torna-se uma fonte de desconfiança, em vez de um motor de crescimento para o negócio.
Unified Commerce: operação que escala
Para que o social commerce funcione de verdade, ele precisa deixar de ser um apêndice e se tornar uma extensão natural do negócio. É aqui que entra o Unified Commerce.
Diferente do omnichannel tradicional, que foca em conectar canais, o Unified Commerce utiliza uma base de dados única para estoque, pedidos e clientes. Dessa forma, ele garante que, independentemente de onde a venda comece (Instagram, WhatsApp, site, loja física), a execução seja centralizada e eficiente.
A Wake resolve a equação do Unified Commerce a partir de dois pilares fundamentais:
1. Estoque unificado com Wake OMS
No social commerce, a venda acontece em tempo real. Se um influenciador faz uma demonstração de produto para milhares de pessoas, o estoque precisa ser atualizado instantaneamente em todos os pontos de contato.
O Wake OMS centraliza todo o inventário (lojas físicas, CDs e e-commerce) em uma “fonte única da verdade”, trazendo vantagens para a operação do varejo:
- Posição em tempo real: vendeu no TikTok? O sistema atualiza o estoque para o site e para o vendedor do WhatsApp no mesmo segundo.
- Prateleira infinita: permite que o vendedor use o estoque de outros canais para concluir uma venda, eliminando a perda de oportunidade por falta do item local.
- Orquestração inteligente: reduz custos e prazos de entrega ao definir a melhor origem para o envio do pedido.
Resumindo em uma frase: sem estoque unificado, não há social commerce confiável.
2. Cliente unificado com Wake Experience (CDP)
O verdadeiro poder do social commerce está na personalização do relacionamento com o cliente. Para converter seguidores em clientes recorrentes, você precisa saber quem eles são.
O CRM Marketing da Wake, atuando a partir de uma Customer Data Platform (CDP), consolida dados de comportamento, histórico de compras, interações e tickets de suporte em um perfil único. Dessa forma, garante integridade nos dados e melhora a operação do varejo de diversas formas:
- Segmentação avançada: a criação de audiências específicas com base em quem abandonou um carrinho ou quem interage com certas categorias de produtos nas redes sociais aumenta a assertividade das ações de marketing e vendas.
- Personalização em tempo real: ao acionar gatilhos de comunicação personalizados (e-mail, push, mensagens onsite) baseados no comportamento real do usuário, o varejista passa a ter uma comunicação mais relevante.
- Redução do CAC: com dados precisos, as campanhas de social commerce geram mais retorno, pois impactam a pessoa certa no momento certo.
Evolua para não desaparecer
O social commerce não é um hype, uma moda passageira. Na verdade, ele é o gatilho que está fazendo o varejo finalmente evoluir para um modelo unificado de operação. Enquanto marcas que operam com sistemas legados sofrem com falhas de estoque e clientes insatisfeitos, as empresas que adotam o Unified Commerce constroem operações fluidas, previsíveis e altamente rentáveis.
Se a marca quer performar onde o cliente está, a pergunta não é mais “quais redes sociais usar”, mas sim “o quanto sua operação está unificada para dar suporte a essa demanda”. Quer transformar seu social commerce em performance real? Descubra como a Wake conecta seus canais, clientes e estoques para escalar sua operação com segurança e eficiência.