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Estoque encalhado? Transforme a logística em uma alavanca de rentabilidade

Rentabilidade de estoque
Juliana Rocha
Hora Post 7 min de Leitura
Data Post 16 de fevereiro de 2026

O varejo moderno vive um paradoxo que tira o sono de muitos executivos financeiros e de operações. É um cenário doloroso e bastante comum: o e-commerce apresenta números de vendas robustos, o marketing comemora as taxas de conversão, mas, ao olhar para o quadro geral da saúde financeira, a conta não fecha como deveria.

Qual é a razão para isso? Um desequilíbrio crônico de estoque que corrói a margem do negócio.

Enquanto o Centro de Distribuição (CD) principal trabalha no limite da capacidade, filiais específicas acumulam produtos que não giram e ocupam espaço valioso. Esse cenário obriga a marca, de tempos em tempos, a realizar markdowns, com promoções agressivas, apenas para liquidar esses itens.

Esse é um cenário comum no varejo. Um problema recorrente que corrói a margem de lucro construída ao longo do ano.

Nesses momentos, a diretoria pressiona a equipe comercial por melhores resultados (mais vendas), mas a raiz desse problema está em outro lugar: falta inteligência na orquestração dos pedidos. Em um varejo omnichannel, não basta vender: é preciso entregar da forma mais econômica possível.

O grande insight para quem deseja liderar o mercado é compreender que o varejista precisa assumir um novo lema: “vender o produto certo, mas fazendo-o sair do lugar errado, destrói a rentabilidade”.

O duelo das Heurísticas: entenda o “cérebro” da sua operação

Entregar o produto certo a partir do local certo e minimizando custos é uma equação bastante complexa – e que se torna muito mais complicada com o crescimento da rede. Quanto mais lojas físicas, mais pontos de atendimento, mais estoques descentralizados em movimentação constante e mais variáveis a considerar.

Para resolver essa equação, é precisamos dar um zoom na tecnologia que decide, em milissegundos, de onde sairá cada pedido feito no site. O mercado de OMS (Order Management System) opera fundamentalmente com dois tipos de lógica, chamadas de “heurísticas”. A diferença entre elas define se você entrega pacotes ou executa uma estratégia de negócio sustentável e lucrativa.

A Heurística “Caixa Preta”

A maioria das plataformas de mercado, especialmente as mais antigas ou generalistas, opera a lógica da “Caixa Preta”. É, na prática, um funil simples e rígido. Quando um pedido entra, o sistema joga todas as opções de estoque (lojas e CDs) dentro desse funil e aplica um filtro único: qual é o menor custo absoluto de frete e o menor prazo?

O raciocínio parece correto, mas considera apenas uma fotografia do momento. Nesse caso, se a loja A entrega o pedido por R$ 10,00 e o CD entrega por R$ 9,90, a entrega será feita pelo CD, gerando uma economia de R$ 0,10. O que esse modelo não consegue enxergar é que, por exemplo, o CD está sobrecarregado (e a entrega tem um enorme risco de atraso) ou que a Loja A tem esse produto parado e precisará liquidá-lo em breve com 40% de desconto.

Esse exemplo mostra que, ao economizar centavos no frete, a empresa perde dezenas de reais em margem e em capital de giro parado no estoque. É um sistema eficiente, mas de uma eficiência míope.

A Heurística Flexível

Na contramão desse modelo engessado, a Heurística Flexível do OMS da Wake, realiza uma orquestração inteligente a partir de um funil de duas etapas. Com isso, a logística deixa de ser operacional e passa a ser uma ferramenta tática de vendas.

A primeira camada é o filtro do cliente. O sistema seleciona todas as opções que atendem à promessa feita ao consumidor (o prazo e o custo que ele aceitou pagar no checkout). 

A segunda camada é o filtro do negócio. Considerando as opções que atendem o cliente, o sistema OMS realiza o desempate considerando a saúde da empresa. Entram em campo critérios como a necessidade de bater metas, a velocidade do giro de estoque em cada loja e a margem composta trazida pelas diferentes opções disponíveis.

Tolerância: o fator que muda tudo

A revolução na gestão de pedidos acontece quando introduzimos o conceito de Tolerância na configuração do OMS. Em um sistema que roda bom uma heurística tradicional, a regra é “sempre o mais barato”. Em um sistema inteligente, a regra é parametrizável pelo gestor do negócio.

É como se o seu aplicativo de trânsito não trouxesse somente a rota mais rápida, mas levasse em conta se o caminho passa por alguma rua perigosa, se tem muitos buracos que possam prejudicar a suspensão do carro ou se desgasta mais o câmbio.

Com um OMS moderno, que opera sob a Heurística Flexível, a orquestração leva em conta todo o prazo prometido ao cliente e considera custos indiretos, como o excesso de estoque, o capital parado ou a futura necessidade de markdowns.

Isso é orquestração de verdade!

O fluxo de um OMS moderno funciona da seguinte forma:

  1. Análise de cenário: o pedido chega ao sistema. O sistema vê que o CD entrega barato e que a Loja X (com estoque parado) entrega um pouco mais caro.
  2. Aplicação da tolerância: a diferença de custo está dentro dos parâmetros configurados? Se sim, a Loja X continua disponível como opção logística.
  3. Decisão de negócio: o sistema prioriza a Loja X para liberar capital de giro e evitar uma futura quebra de estoque no CD.

Dessa forma, o sistema une a experiência do cliente (que recebe o produto perfeitamente) com uma decisão de negócio customizada (que prioriza a saúde financeira da marca). Um verdadeiro ganha-ganha.

Por que esse modelo gera mais rentabilidade?

A conta é simples, mas poderosa. Ao utilizar o OMS para impulsionar a saída de produtos parados por meio de regras de negócio inteligentes, o varejista atua preventivamente em questões importantes para o negócio.

Em vez de esperar o final da coleção para aplicar 50% de desconto em um item que não vendeu na loja física, esse produto é usado para atender um pedido do e-commerce durante a estação, a preço cheio. O custo extra de frete (que foi absorvido pela regra de tolerância) é infinitamente menor do que o prejuízo de um markdown agressivo ou que o custo de oportunidade de ter dinheiro parado no estoque.

O OMS mostra, dessa forma, que a “melhor origem” para um pedido não é necessariamente a que tem o frete mais barato (“visão da caixa preta”), e sim a que preserva a margem total da operação e mantém o estoque girando de forma saudável (“visão flexível”).

Para ter uma operação verdadeiramente eficiente e omnichannel, é preciso abandonar a lógica cega da “caixa preta” que trata todos os estoques como iguais.

O Wake OMS se destaca por ser o único do mercado brasileiro com heurística nativamente flexível. Assim, ele permite que você coloque suas regras de negócio — como margem, prioridade de canal e giro de estoque — como parte da equação da logística.

Não deixe que um algoritmo genérico decida o destino do seu lucro. Descubra como ter uma operação saudável, fluida e rentável: fale com um de nossos especialistas e transforme a logística em uma alavanca de rentabilidade do seu negócio.