Commerce

Cibersegurança: o novo pilar de confiança do varejo

Cibersegurança
Juliana Rocha
Hora Post 6 min de Leitura
Data Post 21 de janeiro de 2026

No ecossistema do varejo moderno, não basta saber que “os dados são o novo petróleo”, a cibersegurança é a nova moeda de troca nas relações com os consumidores. Se há alguns anos o preço e o prazo de entrega eram os únicos fatores decisivos de compra, garantir a integridade das informações pessoais é essencial já há algum tempo.

Especialmente em períodos de pico de acessos e vendas, como a Black Friday e o Natal, a vulnerabilidade digital se torna um problema que vai muito além das questões operacionais. Ela passa a ser uma ameaça direta à reputação das marcas.

Isso acontece porque esses períodos de alta sazonalidade criam uma espécie de “tempestade perfeita” para os negócios e favorecem a ação de cibercriminosos. O alto volume de transações sobrecarrega os servidores e funciona como uma cortina de fumaça para atividades maliciosas.

Em um ambiente no qual o tráfego aumenta 10 ou 20 vezes em questão de horas, identificar um comportamento atípico de um bot ou de um invasor se torna uma missão impossível para sistemas obsoletos. 

Comparando com o mundo físico, é muito mais difícil impedir que uma pessoa entre em um estádio carregando um sinalizador ou uma arma quando muita gente precisa entrar ao mesmo tempo, pois a revista é feita de maneira mais superficial. Faltam pessoas para fazer uma revista rigorosa e garantir a segurança.

3 Caminhos para a invasão dos sistemas

    Atualmente, a vulnerabilidade dos sistemas de e-commerce se manifesta em três frentes principais:

    • Engenharia Social e Phishing: o senso de urgência (“essa oferta expira em 5 minutos”) é explorado por criminosos que criam sites espelhos, idênticos aos de grandes varejistas. Com pressa em fechar negócio, o consumidor não presta atenção em detalhes como o endereço do site ou a falta de um certificado digital (que denunciam se tratar de um site falso). Segundo dados da Fortinet, o Brasil é um dos líderes em ataques de phishing na América Latina, e o setor de e-commerce é o alvo prioritário.
    • Ataques de credenciais (Credential Stuffing): criminosos usam listas de logins e senhas vazadas em outros sites para tentar acessar contas de clientes em plataformas de varejo. Uma vez dentro, eles utilizam cartões de crédito salvos e pontos de programas de fidelidade, gerando um prejuízo que muitas vezes só é percebido dias após a transação.
    • Ransomware e sequestro de dados: para qualquer lojista, ficar offline por uma hora durante a Black Friday significa ter perdas milionárias. Hackers utilizam essa pressão para paralisar operações e exigir resgates, sabendo que a empresa precisa obter resultados e conta com aquela data promocional para isso.

    Cibersegurança como diferencial de marca

    Se no passado a segurança digital era vista como um “custo de TI”, hoje ela é um ativo que impulsiona o valor de mercado de um e-commerce. Atualmente, produto, preço e até mesmo prazo de entrega são diferenciais competitivos menos relevantes. A integridade e segurança da operação digital, porém, coloca o varejo em um patamar diferente.

    Os números comprovam: no Brasil, mais de 48% dos consumidores brasileiros já desistiram de uma compra por falta de confiança no site ou no aplicativo, segundo dados da Serasa Experian. A segurança impacta diretamente a taxa de conversão.

    Como é muito mais caro adquirir um novo cliente do que manter um atual, uma única falha de segurança que afaste o consumidor e destrua anos de investimento em fidelização pode gerar grandes prejuízos aos negócios. O ideal é transformar o cumprimento da LGPD em um argumento de venda: “seus dados estão seguros conosco, por isso oferecemos uma experiência melhor e mais personalizada”.

    Cada vez mais, o consumidor entende que sua privacidade é valiosa. Quando uma marca investe na segurança das informações, sinaliza respeito ao cliente, o que aumenta sua força na comparação com concorrentes que negligenciam esse pilar.

    Segurança by design

    Para navegar nesse mar de riscos, o varejista precisa de parceiros tecnológicos que coloquem a segurança no centro da operação. É aqui que a Wake se destaca, integrando proteção e performance em todo seu ecossistema de soluções.

    Wake Commerce: robustez nas transações

    A plataforma Wake Commerce é desenhada para suportar picos extremos de tráfego, garantindo que a escalabilidade não comprometa a segurança. Com arquitetura moderna, a plataforma oferece camadas de proteção que evitam fraudes no checkout, protegendo o lojista e o cliente final sem adicionar atrito desnecessário ao processo de compra.

    CRM Marketing: dados com inteligência e proteção

    O uso de dados para impulsionar as vendas é a grande característica do CRM Marketing da Wake. Ao centralizar as informações sobre o comportamento do consumidor, a ferramenta permite uma hiperpersonalização das jornadas de compra.

    O grande diferencial, porém, está em como esses dados são tratados. A Wake garante que a coleta e o processamento de informações para campanhas de marketing ocorram sob os mais rígidos padrões de privacidade.

    Ao utilizar dados primários (first-party data), a Wake auxilia marcas a diminuir a dependência de cookies de terceiros, aumentando a precisão das vendas e, ao mesmo tempo, elevando o nível de segurança e conformidade ética.

    O futuro: prevenção e personalização

    A grande tendência do varejo é eliminar a separação entre vendas e segurança. À medida que tecnologias como Inteligência Artificial são usadas para prever comportamentos de consumo, elas também devem ser empregadas para detectar anomalias e tentativas de fraude em tempo real.

    Para marcas que buscam liderar o crescimento no mercado digital, a escolha de tecnologias como as soluções da Wake sinaliza ao mercado que o valor do cliente vai muito além do valor do tíquete médio ou do número de transações – ele está na proteção da sua identidade digital.