Checkout Unificado: a tecnologia que derruba a fronteira On/Off
O consumidor não enxerga divisões entre o mundo físico e o digital – essa fronteira existe dentro das empresas. Para o cliente, a marca é uma só, não importa se o momento da interação é o sofá da sala ou o corredor de uma loja em um shopping center.
No entanto, para muitos varejistas, essa integração ainda é um sonho. E o lugar onde a divisão entre físico e digital mais fica evidente é o checkout. O momento da finalização da compra, que deveria ser o ápice da jornada do cliente, tornou-se o principal gargalo de conversão.
De acordo com um estudo da Opinion Box, 78% dos brasileiros já desistiram de concluir pedidos na etapa do checkout, depois que compararam produtos e selecionaram o que queriam. Uma experiência de checkout mal planejada é um dos principais responsáveis por esse número.
A solução para esse impasse atende pelo nome de Unified Commerce: uma evolução do omnichannel que utiliza o checkout unificado para eliminar as fricções e transformar a conveniência em lucro.
Checkout: onde o lucro escorre pelas mãos
O abandono de carrinho é o fantasma que assombra o e-commerce e o varejo físico. Segundo dados do Baymard Institute, a taxa média de abandono no checkout online gira em torno de 70%. No Brasil, esse número pode ser ainda mais elevado, dependendo do setor.
Mas por que os clientes desistem no último segundo? Os números apontam razões claras para isso:
- Processos longos ou complexos: 22% dos usuários abandonam a compra se o processo de checkout for muito demorado.
- Obrigatoriedade de criação de conta: 24% desistem quando não podem finalizar como “visitante”.
- Falta de confiança e opções de pagamento: a ausência de métodos ágeis (como Pix ou carteiras digitais integradas) gera atrito imediato.
No varejo físico, a frustração é física, em formato de filas. No varejo omnichannel, quando o estoque da loja física não “conversa” com o online, ou quando o vendedor não consegue acessar o carrinho que o cliente montou no celular, a venda se perde.
É o fim da fronteira on/off sendo barrado por sistemas legados e processos operacionais inadequados.
A revolução do Unified Commerce
Diferente do omnichannel, no qual os canais estão conectados, mas operam em plataformas distintas, o Unified Commerce centraliza tudo em uma única plataforma. Nessa estratégia, o checkout unificado se torna um motor de conversão.
Ao implementar uma infraestrutura única, o varejista permite que os dados de estoque, clientes e pagamentos fluam sem interrupções. Isso significa que a experiência de compra se torna fluida: o cliente pode ser identificado por um CPF ou e-mail tanto no ponto de venda quanto no site, recebendo ofertas personalizadas e usando métodos de pagamento salvos em qualquer lugar.
A tecnologia derruba as fronteiras. Se um produto não está disponível na prateleira física, o vendedor, usando um checkout móvel, pode efetuar a venda ali mesmo e garantir a entrega na casa do cliente (na chamada Prateleira Infinita).
O maior benefício do checkout unificado é a liberdade de trânsito. Imagine o seguinte cenário: um cliente está no metrô, seleciona três itens em um aplicativo de moda, mas quer provar as peças antes de pagar.
Com o comércio unificado, é possível salvar esse carrinho e acessá-lo na loja física. O vendedor, então, leva as peças ao provador e o checkout é finalizado via QR Code ou link de pagamento. O cliente não precisa procurar os produtos novamente ou enfrentar uma fila no caixa da loja.
O inverso também é poderoso: o cliente experimenta um produto na loja, mas prefere receber em outra cor que só está disponível no centro de distribuição. O pagamento é feito na hora, e a logística é acionada instantaneamente.
A conclusão é clara: a convergência trazida pelo Unified Commerce aumenta o LTV (Lifetime Value) do cliente, pois a marca se torna a opção mais fácil e conveniente em sua rotina.
Wake: a infraestrutura de um futuro unificado
Para viabilizar a agilidade necessária para gerar preferência e fidelização no Unified Commerce, as empresas estão migrando para arquiteturas mais modernas de varejo, como o Headless Commerce. É aqui que a Wake se destaca como parceira estratégica para o varejo de alta performance.
O Wake Storefront utiliza APIs para separar a camada de apresentação (o que o cliente vê) da lógica de comércio (o que roda na retaguarda). Isso permite que o varejista crie interfaces personalizadas para smart TVs, totens em lojas físicas, aplicativos ou smartwatches, conectados ao mesmo motor de vendas.
Com o Storefront, as fronteiras entre físico e digital desaparecem, pois a vitrine pode estar em qualquer dispositivo, em qualquer lugar.
O Checkout Headless da Wake é desenhado para ser invisível e ultraveloz. Por ser “desacoplado” do sistema de retaguarda, ele permite atualizações rápidas e uma customização profunda da experiência de pagamento sem risco de derrubar a loja inteira.
Os principais diferenciais incluem:
- One-click-buy: redução drástica dos campos de preenchimento.
- Sincronização em tempo real: o que acontece no digital é refletido no físico, instantaneamente.
- Segurança robusta: proteção de dados sensíveis em conformidade com a LGPD, garantindo que o cliente se sinta seguro em transacionar em qualquer canal.
O checkout não é apenas o fim de uma transação: é o início de um relacionamento. Varejistas que continuarem tratando on-line e off-line como silos isolados continuarão perdendo margem para a frustração do cliente.
Tecnologias como as oferecidas pela Wake permitem que o varejo brasileiro dê o salto para o Unified Commerce, garantindo que a jornada do consumidor seja contínua, prazerosa e, acima de tudo, eficiente.
Derrubar a fronteira on/off não é mais uma tendência: é o requisito básico para a sobrevivência no presente. Quer saber como fazer essa mudança no seu negócio? Então fale com nosso time!