Como criar um clube de assinatura de sucesso
Recorrência, previsibilidade, experiências positivas para os clientes. Existem muitos motivos para investir em um clube de assinatura
Continue lendoSe você ainda acha que a fidelização do cliente acontece só mandando cupom de desconto, sinto dizer: esse jogo já mudou faz tempo. No painel “Compre agora, volte sempre: como dados e IA aumentam a recorrência” da sala de conteúdo Wake&Make, vimos como as marcas que realmente conquistam o cliente fazem isso hoje: usando dados bem organizados, inteligência artificial e estratégias que vão muito além da compra.
Mediado por Diego Santos, Head de Inovação e Parcerias da Wake, o papo com Rafael Rodrigues,Tech Manager da Wake Experience, Vinicius Fagundes, CEO da BonifiQ, e Sthacey Saratani, Coordenadora de CRM da Rosset, trouxe um recado claro: recompra não é sorte, é estratégia.
O ponto de partida do debate foi a constatação de que o cliente de hoje tem mais opções e menos paciência. Ele é exposto a novas marcas o tempo todo e está disposto a trocar de preferência na primeira experiência ruim.

Sthacey Saratani contou que, para lidar com isso, a Rosset investe pesado em segmentação e personalização. E a IA é a chave para fazer isso em grande escala:
“Quando acertamos na segmentação e no timing da comunicação, a conversão aumenta de forma consistente”, destacou.
Na sequência, Vinicius Fagundes trouxe a visão de quem atua diretamente com programas de fidelidade para diversos varejistas. Ele alertou que promoções genéricas perderam força e que, hoje, é preciso ir além do “10% OFF para todos”.
Segundo ele, o cliente quer sentir que a marca o conhece:
“Oferecer cashback ou frete grátis pode funcionar, mas o verdadeiro gatilho de fidelização é emocional. É fazer o cliente sentir que faz parte de algo exclusivo.”
Na BonifiQ, isso se traduz em programas gamificados e benefícios sob medida. Em um dos cases, clientes que cumpriam missões (seguir a marca nas redes, indicar amigos ou interagir em campanhas) avançavam de nível e ganhavam acesso a produtos VIP, gerando aumento de até 30% na taxa de recompra.
Mas como personalizar quando você tem milhares (ou milhões) de clientes? É aí que entra a visão de Rafael Rodrigues. Ele explicou que captar dados é só o começo, o diferencial está em transformar essas informações em ações automáticas e imediatas.
“Se você espera dias para reagir a um comportamento do cliente, perde o impacto. A IA permite criar clusters dinâmicos e disparar campanhas no momento certo, sem intervenção manual”, afirmou.
Na prática, isso significa detectar, por exemplo, quando um cliente visita o site à noite e criar ofertas personalizadas no mesmo horário, algo que já aumentou o CTR de campanhas em mais de 20% em alguns testes.
O trio também concordou que medir apenas a taxa de recompra é olhar para o retrovisor. Outras métricas contam mais sobre a relação que o cliente tem com a marca:
Vinicius resumiu bem: “Se o cliente só compra porque precisa, não é fidelidade. Fidelidade é quando ele escolhe comprar de você porque quer estar com a sua marca.”
Mesmo com automação avançada, Sthacey lembrou que a IA funciona melhor com a inteligência artesanal: o olhar humano que interpreta dados, cria hipóteses e ajusta estratégias.
“O cliente muda e o mercado muda. Por isso, testamos constantemente para entender o que realmente converte”, contou.
Encerrando o painel, cada especialista deixou um passo prático para empresas que querem entrar no jogo da fidelização com IA:
Fidelizar hoje é um trabalho de precisão. Exige conhecer profundamente o cliente, usar dados para agir na hora certa e criar experiências que misturam tecnologia, personalização e conexão emocional. Com IA e estratégia bem calibradas, a recompra deixa de ser acaso e vira resultado previsível.
Quer ver todos os detalhes dessa conversa? Assista ao vídeo completo do painel e acompanhe os demais conteúdos exclusivos dos painéis da Wake no Fórum E-Commerce Brasil 2025.