NRF Retail’s Big Show: tudo o que você precisa saber!
Para a edição de 2024, a organização está focando em três pilares: Conexões, Inspirações e Experiências.
Continue lendoEm tradução literal, headless commerce significa comércio sem cabeça, ou seja, essa estratégia funciona como uma espécie de “membros separados”.
De forma resumida: em uma estratégia de headless commerce, estruturalmente o front-end do sistema é separado do back-end, ainda assim, eles são conectados via API.
Também relacionado ao omnichannel, o headless commerce é visto como o futuro da estratégia, já que dá ainda mais flexibilidade para o negócio, para a jornada de consumo e facilita processos de reestruturação e atualizações, por exemplo.
Basicamente, o grande diferencial do headless commerce está na arquitetura do sistema.
Normalmente os sistemas são todos integrados, mas, nessa estratégia, o back-end é estruturalmente separado do front-end e integrado paralelamente via API.
Aqui, cada um deles é independente e funciona sem afetar o outro, ou seja, se for preciso fazer uma atualização na interface do site, por exemplo, a parte interna do sistema não sofrerá impacto e nem será necessário fazer a reestruturação do zero em todo o sistema.
Apesar de extremamente técnico e diretamente ligado à empresa, o headless commerce impacta consideravelmente a experiência do cliente na plataforma, já que a integração permite que o processo seja mais simples para os desenvolvedores, tornando as atualizações também mais ágeis – além de oferecer um sistema altamente integrado ao usuário, como pede uma estratégia omnichannel.
Para entender como cada parte integra o todo, é fundamental relembrar alguns conceitos.
O back-end é toda a parte interna do sistema, ou seja, códigos de programação que formam a estrutura bruta do site.
Podemos encarar o back-end como engrenagens que não são visíveis ao usuário e que, quando alinhadas, fazem que determinadas funções sejam perfeitamente executadas.
Por exemplo, quando o usuário preenche seu endereço em um site e em outra ocasião, ao entrar no sistema, já tem essas informações salvas – esse é um recurso da programação que acontece no back-end; um grande banco de dados que coleta, armazena e interpreta as informações.
Já o front-end é toda a parte visível ao usuário, a interface, a vitrine do seu sistema.
É no front-end que a mágica acontece para os usuários: layout, design, conteúdo, banners, cores, botões, interface, entre outros. Basicamente, tudo que você vê em um site é responsabilidade do front-end.
Com o passar dos anos, o front-end tornou-se ainda mais importante para os sites e comércios eletrônicos. Hoje, é tido como o grande diferencial para os comerciantes que querem atrair e reter usuários em suas páginas.
A sigla API significa Application Programming Interface que, em português, significa “Interface de Programação de Aplicativos”.
As APIs representam um conjunto de padrões e códigos de programação que permitem a comunicação e a integração de dois sistemas ou plataformas, inclusive de terceiros, em uma mesma interface.
Ou seja, além da integração entre dados, as APIs permitem a criação de novas aplicações, a partir da migração dessas informações entre sistemas.
Nos e-commerces, por exemplo, podemos interpretá-la como uma ponte entre sistema e comunicação. Um exemplo clássico é quando um cliente abandona um carrinho de compras no site e, alguns dias depois, a marca envia uma notificação por push que o leva de volta para o carrinho com os mesmos itens – aqui, vemos claramente como a ponte funciona entre sistema e notificação.
A estratégia funciona como se fossem camadas: cada “membro” é acionado em determinado momento, fazendo com que a execução, apesar de acontecer em partes, seja minuciosamente integrada. Assim:
Outro exemplo é a força que o unified commerce ganha com o back-end: todos os sistemas, canais e recursos centralizados e integrados para facilitar a experiência do usuário, independentemente do meio que ele escolher.
Por isso, o headless commerce sugere que os “membros” sejam separados – o funcional se separa do visual para facilitar a estruturação do sistema como um todo.
Afinal, o front-end é o que os clientes verão e o que impactará eles, podendo usufruir da integração dos diversos canais, formas de pagamento, catálogos e recomendações personalizadas.
O headless commerce permite um foco muito maior no front-end ao separá-lo na estrutura, pois quaisquer atualizações ou melhorias não irão mais impactar o back-end (ou “travar as engrenagens”) e causar possíveis danos à toda estrutura virtual.
Por exemplo, vamos supor que você montou um e-commerce na pandemia, onde as pessoas passavam muito mais tempo navegando na internet. No pós-pandemia, percebeu que era necessário mudar alguns layouts do seu site, porque eles não eram mais atrativos como no período anterior.
Normalmente, para fazer essa alteração, você teria que começá-la do zero, mexendo primeiro na estrutura para depois ir para o visual. Mas com o headless commerce seria muito mais fácil – afinal, você só precisaria trabalhar com o front-end, já que o back-end não sofreria impactos por essas mudanças.
É a API que vai integrar o back-end e o front-end um ao outro; basicamente, a API pode conectar sua base de dados (back-end) para qualquer plataforma ou “vitrine” (front-end), integrando dados em diversas telas (web, mobile, etc).
Para além disso, muitas vezes é possível encontrar uma API externa que contenha novas funcionalidades que podem ser implementadas na sua interface API, para que se conecte com os seus dados e seu sistema. Por exemplo, um botão do WhatsApp ou uma parceria que forneça cashback em um banco digital.
Até aqui você já entendeu como a autonomia é um dos grandes benefícios do headless commerce. Afinal, você consegue trabalhar com back-end, front-end e APIs em paralelo, sem afetar o outro “membro”.
Além disso, vale ressaltar como a estratégica é benéfica não só para a sua empresa, que consegue estruturar o e-commerce de forma autônoma, ágil e escalonada, mas principalmente para o usuário, que tem uma experiência integrada e otimizada.
Porém, os benefícios não param por aí.
Ao separar a lógica de sistema/compras com a interface do usuário, os desenvolvedores possuem muito mais facilidade de atualizar ambos os sistemas, acrescentar funcionalidades, alterar layouts, tudo isso sem comprometer as outras estruturas (mudar o front-end sem alterar o back-end e vice-versa).
Ou seja, é possível trabalhar com diversas frentes paralelamente. Por exemplo, você pode fazer uma grande mudança no layout principal, enquanto pesquisa e conecta mais APIs ao sistema interno; ou pode atualizar o checkout sem interferir nas compras que estão acontecendo. São muitas possibilidades.
Com essa flexibilização do sistema, torna-se muito mais fácil e prático implementar os dados de preferência dos usuários para personalizar a sua jornada com recomendações bem-direcionadas.
Além disso, a integração de dados contribui para uma experiência de compra satisfatória e contínua e permite também a troca de plataformas facilmente, uma tendência que acompanha a atualização constante do consumidor.
Lembre-se: as compras e plataformas devem estar sempre em movimento, bem como o usuário.
A arquitetura de API permite também a personalização das funcionalidades do seu e-commerce, tendo em vista a possibilidade de integrar APIs de terceiros que tenham as alternativas para as suas necessidades.
Vamos supor que você montou seu e-commerce, mas não tem integração com um gateway de frete: já pensou o trabalho do usuário ao se interessar por um produto da sua loja? Ele precisaria entrar em contato, passar as informações para então você calcular o frete por um sistema externo e combinar com ele o processo do envio.
Isso não precisa acontecer porque existe uma API que faz essa integração e permite que o usuário preencha apenas o CEP para ter informações de prazos e custos.
O mesmo acontece com sistemas de pagamento e até atendimento: a integração de outras APIs é fundamental para o bom funcionamento da sua loja virtual e, claro, da sua estratégia de headless commerce.
Além dos benefícios mencionados, seu negócio pode desfrutar de muitos outros aplicando a estratégia correta, sempre de acordo com as necessidades do negócio e dos clientes.
Experiência unificada, distribuição omnichannel, integração entre todos os pontos de contato e canais, é por isso que consideramos o headless commerce como uma solução altamente eficaz para o omnichannel.
Como está a experiência do usuário em seu negócio? É hora de considerar estratégias que a otimizem e promovam benefícios mais consistentes para o seu negócio, como o próprio omnichannel e o unified commerce. O futuro do seu negócio começa hoje.