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Fórum ECBR 2025: CRM Marketing para engajar e converter mais

CRM Marketing
Juliana Rocha
Hora Post 4 min de Leitura
Data Post 5 de agosto de 2025

Personalização virou buzzword no e-commerce, mas no palco do stande da Wake no Fórum E-commerce Brasil 2025 o painel “Como você sabia que eu queria isso? Gatilhos comportamentais para engajar e converter mais” mostrou que, na prática, poucas empresas estão sabendo aplicar esse conceito para gerar resultado real.

Mediado por Nathan Cerioni, Head de Produto e CX da Wake, o debate reuniu Douglas Almeida (Stayfilm), Fernando Amorim (Econverse) e Beatriz Freitas (Miess). Entre provocações, cases e até confissões de erros, o papo revelou que o grande desafio do CRM Marketing não está na tecnologia, mas na forma como ela é usada.

Cultura de dados é a chave do CRM Marketing

Logo no começo, Douglas trouxe uma provocação que virou ponto central do painel: as empresas estão cheias de ferramentas, mas ainda sem cultura de dados.

“Não é a ferramenta que resolve, é como a empresa decide usar. Cultura de dados é o que faz a diferença”, defendeu.

Fernando completou com um exemplo prático: de nada adianta chamar o cliente pelo nome se a oferta não faz sentido.

“Personalizar não é colocar ‘Oi, João’ no e-mail. É falar no momento certo, no canal certo e com a oferta certa.”

Automação mal usada pode virar inimiga

Um ponto levantado foi o risco do “piloto automático”. Beatriz trouxe um relato direto do varejo de moda íntima: muitas marcas confundem personalização com disparo em massa.

“Muita empresa se esconde atrás de automação, mas dispara tudo para todo mundo. Aí não é personalização, é barulho”, criticou.

Ela lembrou de um erro clássico: oferecer cupom de desconto para quem acabou de pagar preço cheio. Resultado? Frustração.

“Esse tipo de experiência destrói a confiança. O cliente não perdoa.”

Por quê? Porque muitas empresas ainda disparam tudo para todo mundo, sem critério. A automação brilha quando entrega contexto e timing. Mas se a execução é rasa, vira ruído.

Cases que mostrando quando dá certo

Na sequência, os especialistas compartilharam histórias que provam o poder da personalização bem feita. Douglas trouxe o case de Bepantol Baby, em que a marca criou vídeos customizados com nome, idade e imagem da criança. O resultado impressionou: estoque de três meses zerado em apenas 15 dias e ticket médio 19% maior.

“Quando você conecta dado com emoção, a taxa de conversão explode. É aí que a personalização mostra sua força”, resumiu Douglas.

Ele ainda citou números da Stayfilm: clientes que usam vídeos personalizados chegam a 30% mais conversão, com casos pontuais batendo +558% em testes A/B.

Escala com cuidado: até onde ir?

Na prática, manter a proximidade em escala é o grande dilema. Beatriz compartilhou como a Miess equilibra frequência e relevância: são até sete campanhas semanais, mas sempre cruzando dados de engajamento e sinais de saturação.

“Se o cliente sinaliza que não quer, você precisa respeitar. Escuta ativa é tão importante quanto enviar a mensagem certa.”

Fernando reforçou que personalização não pode se limitar a abandono de carrinho:

“É olhar para cada microcomportamento — uma navegação, uma hesitação — e transformar isso em oportunidade.”

Personalização sempre converte mais?

A provocação final do painel foi direta: a jornada personalizada sempre converte mais?

A resposta foi unânime: sim, desde que bem feita. Personalização com contexto, timing e tom de voz adequado é imbatível frente a qualquer comunicação genérica.

Dados só viram ouro quando se transformam em conversa — e não em publicidade invasiva. O futuro da conversão passa por inteligência artificial, mas principalmente por marcas que entendem e respeitam seus consumidores.

Quer ver todos os detalhes dessa conversa? Assista ao vídeo completo do painel e acompanhe os demais conteúdos exclusivos dos painéis da Wake no Fórum E-Commerce Brasil 2025.